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Incêndio em amontoado de resíduos florestais preocupa população

Por: Patrícia Ribeiro
24-09-2019


São vários os montes de resíduos, provenientes da exploração florestal, que se encontram, alguns há já vários anos, dispersos um pouco por toda a freguesia de Almagreira, constituindo autênticos 'barris de pólvora', prontos a rebentar a qualquer momento.

Terá sido num desses amontoados de lixo, localizados nas faixas de gestão de combustível, junto às vias municipais, que, na madrugada de 19 de setembro, pouco depois das 3h00, deflagrou um incêndio florestal na localidade do Reguengo.

No combate ao fogo, que só foi extinto por volta das 9h00, estiveram cerca de 45 bombeiros de várias corporações da região, nomeadamente de Pombal, Soure, Leiria, Ortigosa, Ansião e Alvaiázere, auxiliados por 12 viaturas. Tendo o mesmo consumido uma área florestal de cerca de 17 mil m2, segundo informações recolhidas junto dos Bombeiros Voluntários de Pombal.

Apesar de não ter havido habitações em risco, os moradores dos lugares limítrofes não ganharam para o susto, mesmo já tendo previsto que, um dia, isto pudesse vir a acontecer, devido ao perigo eminente desse amontoado de resíduos florestais, ali deixado pelos madeireiros após o corte e extração da madeira. Preocupação que terão, inclusivamente, comunicado ao presidente da Junta de Freguesia, na esperança de verem resolvida a situação.

Em declarações à Pombal TV, Humberto Lopes confirmou ter conhecimento da existência de "cerca de uma dezena" destes montes de resíduos na freguesia. Número que "vai variando" à medida que "alguns, poucos, madeireiros procedem ao seu tratamento, com a transformação em estilha no próprio local e posterior remoção para valorização energética", referiu-nos, dando nota de que a responsabilidade dessa limpeza compete "aos madeireiros que compram a madeira", desde que isso esteja contemplado no contrato. "O problema é que grande parte dos proprietários florestais quando vende a madeira não faz contrato e não salvaguarda esta situação. Nestes casos e em última instância, o responsável pelos resíduos é o proprietário do terreno onde os mesmos se encontram, o que muitas vezes não coincide com o terreno de onde foi extraída a madeira", alertou.

Sempre que tem conhecimento de novas situações, a Junta de Freguesia, através da equipa de voluntários que faz a vigilância da floresta, diz proceder à "identificação e localização" dos amontoados de resíduos, solicitando, posteriormente, "o apoio da Câmara Municipal de Pombal, que, através do Serviço de Fiscalização, tem a responsabilidade de verificar a legalidade das situações". "Também informamos a GNR, uma vez que muitos destes amontoados de resíduos estão localizados dentro de faixas de gestão de combustível, situação que não é permitida pela lei atual, o famoso Decreto-lei nº 124/ 2006, de 28 de junho", acrescentou o autarca, referindo já ter também solicitado o apoio do Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal, no sentido de "ser disponibilizado um espaço público onde pudessem ser depositados os referidos resíduos".

Ainda assim, e não obstante todas estas medidas levadas a cabo, o problema parece estar ainda longe de ser resolvido. Facto que Humberto Lopes muito lamenta, não escondendo algum desânimo por as comunicações e alertas emitidos pela autarquia local "não estarem a ter a eficácia que desejaríamos". "É uma situação que nos preocupa muito e iremos continuar a pressionar os proprietários, madeireiros e as entidades responsáveis pela fiscalização para a sua resolução a muito curto prazo", garantiu.

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