CIMU Sicó vai a novo concurso por 2,1 milhões de euros

Por: Rita Ribeiro
02-07-2019


Após cerca de três anos de interregno nas obras, a construção do CIMU-Sicó – Centro de Interpretação e Museu da Serra de Sicó, projetada para a aldeia de Poios, Redinha, volta a ir a concurso público depois da anterior empreitada ter sido suspensa e revogada. A aprovação da abertura do novo procedimento concursal ocorreu durante a reunião do executivo e contou com os votos contra dos vereadores Michael Mota António (NMPH) e Odete Alves (PS). 
Com um valor base superior a dois milhões de euros, aquele edificado “será um equipamento polivalente, que reunirá diversas valências e apoiará diversas atividades no sentido de concretizar a nível local alguns objetivos da Estratégia Nacional do Desenvolvimento Sustentável e da Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade”, lê-se na memória descritiva do projeto, e adianta que “é do interesse de todos divulgar o património histórico-cultural da Serra de Sicó e promover um espaço que apoie a realização de projetos e atividades de educação ambiental e de desportos de natureza, bem como promover os valores naturais associados ao Sítio Sicó-Alvaiázere como fatores endógenos de desenvolvimento e de valorização regional e local.” 
Segundo o vice-presidente do município, Pedro Murtinho, esta nova etapa concursal tem por base o projeto anterior, ainda que contemple “a inclusão de algumas alterações, fruto da nova programação e conteúdos previstos para o espaço”, nomeadamente, no que diz respeito à “alteração da localização do espaço de restauração”, incluindo esplanada exterior, “alteração do espaço museológico, alteração do auditório para sala expositiva, criação de acesso independente ao espaço das camaratas pelo exterior”, ou o melhoramento da modelação da envolvente exterior do edifício, assim como a reorganização da zona de estacionamento. O mais recente projeto altera ainda “toda a rede de AVAC e alterada ainda toda a rede elétrica para adaptação aos novos conceitos expositivos”. 
Com voto negativo da bancada socialista, Odete Alves, admite que “continua a haver uma grande confusão na definição do que se pretende. O que é que afinal se pretende afirmar para aquele espaço? Tantos anos de espera, exigiam maior criatividade, arrojo, visão e foco. É inaceitável que os custos da hesitação e da inércia desta governação sejam suportados com o dinheiro dos nossos impostos.” 
Durante mesma reunião, o executivo camarário aprovou revogar o contrato de empreitada anterior, assim como a proposta para aquisição de maquete interativa para o CIMU-Sicó, num valor que ascende os 216.400 mil euros. As duas votações contaram com abstenção da vereadora socialista. 

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