Deputada socialista questiona contratação de filha de vereador

Por: Rita Ribeiro
05-02-2019


A escolha de Rita Mota, filha do ex-presidente da Câmara Municipal e atual vereador da oposição, Narciso Mota, para coordenar o programa CLDS-4G “suscita algumas interrogações” por parte da vereadora socialista, Odete Alves, que suspeita tratar-se de uma nomeação que “serviu como forma de silenciar” o vereador em questão.

Segundo uma nota de imprensa divulgada pela concelhia do Partido Socialista pombalenses, o regulamento específico destes programas (anexo à Portaria 229/2018 de 14/08) “define um perfil para o coordenador técnico”, que “deve ter formação superior ou experiência profissional relevante para o exercício destas funções, um perfil que alie competências de gestão e de trabalho em equipa, bem como experiência na coordenação e na dinamização de parcerias, reconhecida por parte de atores locais”, realça a vereadora socialista.

Neste sentido, a vereadora socialista considera, da “análise do currículo” de Rita Mota, que integrou os anteriores CLDS’s como psicóloga, “não se conseguem retirar competências de gestão e coordenação e dinamização de parcerias, essenciais ao preenchimento do perfil exigido”.

Para Odete Alves, é fundamental esclarecer “se foi ouvida a APEPI, se foram analisados outros currículos, ou se esta nomeação serviu como forma de silenciar o já identificado vereador da oposição, que ficará seguramente numa posição incómoda, pois que sendo este um cargo de nomeação, o coordenador técnico pode ser substituído a todo o momento pela Câmara”.

Por isso, o facto de a escolha ter recaído sobre a filha de Narciso Mota, mesmo “não constituindo uma ilegalidade, suscita algumas interrogações”, o que levou a vereadora socialista a questionar o presidente da Câmara Municipal “acerca da razão de ser desta escolha”, na última reunião de executivo camarário, que decorreu na passada sexta-feira, 1 de fevereiro.

De acordo com o mesmo comunicado do PS, Diogo Mateus explica que “a escolha foi natural, e que teve a ver com as competências da pessoa em causa, atestada em relatórios da sua atividade anterior nos outros CLDS’s”. “Relativamente às competências de gestão, haverão pessoas no programa, que irão dispor dessas competências”, adiantou ainda o presidente da Câmara citado pelo PS.

“Por esses motivos, e essencialmente por razões de ordem ética, votei contra a proposta de nomeação”, elucidou a vereadora socialista, defendendo que “é urgente resgatar a credibilidade da classe política”, pelo que “exige-se transparência e verdade”.

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