Sete acusados no caso dos colégios do grupo GPS
Cinco administradores do grupo de ensino particular GPS (Gestão e Participações Sociais), o ex-secretário de Estado Adjunto e da Administração Educativa e o ex-diretor regional de educação de Lisboa foram acusados pelo Ministério Públio (MP) pelos crimes de “corrupção ativa e passiva, peculato, falsificação de documento agravada, burla qualificada e abuso de confiança qualificado”.
Segundo a acusação do MP, os arguidos apoderaram-se alegadamente de mais de 30 milhões de euros do Estado, que estariam destinados aos colégios que administravam através de contratos de associação entre os anos de 2005 e 2013.
A acusação diz ainda que o dinheiro recebido terá sido usado para benefícios dos administradores arguidos no processo e seus familiares. Entre 2005 e 2012 os arguidos beneficiaram de viagens pessoais pagas pela GPS-SGPS, num total superior a 130 mil euros, adquiriram mobiliário no valor de 64 mil euros, pagaram faturas em restaurantes no valor total de 44 mil euros, compraram bilhetes de espetáculos e vinhos “generosos” que custaram mais de 7 mil euros.
Compraram ainda diversos carros de luxo, através do grupo, “posteriormente revendidos, por preço inferior, a familiares ou pessoas da sua confiança”.
Em declarações à Agência Lusa, o grupo GPS defendeu que a acusação do Ministério Público contém “um conjunto de incongruências” que “poderão ferir de morte a esta acusação”.
“É absolutamente extemporâneo o Grupo GPS ter uma posição sobre a acusação. Este processo tem pelo menos 1 885 dias, e recebemos a acusação há 24 horas. Estamos a analisar de forma aprofundada a peça” pode ler-se na nota enviada à agência lusa.
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