Município de Pombal vai ampliar e requalificar Parque de Lazer do Vale da Sobreira

Por: Marta Botas
28-01-2021


A Câmara Municipal de Pombal deu início ao processo participativo para a ampliação do Parque de Lazer do Vale da Sobreira, na União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca, estando em curso a primeira fase de auscultação pública.

Nesta fase, a autarquia irá reunir as sugestões e as ideias dos cidadãos quanto aos elementos importantes a incluir no projeto, considerando assim as suas experiências, exigências e percepções.

O processo de participação é livre e pode ser formalizado aqui até ao dia 28 de fevereiro.

Segundo o Município de Pombal, “todas as participações serão analisadas e ponderadas pela equipa projetista que terá sob a sua responsabilidade o desenvolvimento do respetivo projeto”, que contempla a intervenção numa área de aproximada de 12.850m2, que irá abranger os 9.000 m2 que o parque já ocupa acrescidos de uma expansão de 3.850m2.

“Esta é uma oportunidade para requalificar tudo aquilo que até hoje já existe no Parque de Lazer do Vale da Sobreira, mas simultaneamente para pensarmos naquilo que no futuro deve constituir uma nova modernidade e funcionalidade para este espaço”, refere o Presidente da Câmara, Diogo Alves Mateus, citado numa nota enviada á PombalTV, na qual frisa que “é importante contar com a colaboração e as ideias de todos”.

O Presidente da União de Freguesia da Guia, Ilha e Mata Mourisca, Gonçalo Ramos, também enaltece a importância do Parque de Lazer, não só para a Mata Mourisca, mas também para toda a Freguesia e para o Concelho de Pombal, ao afirmar que aquele espaço “reúne características inigualáveis e com equipamentos de excelência” e apela à participação de todos para que seja possível “transformar o espaço com mais e melhores respostas”.

O Município de Pombal considera que “o sistema de vegetação biodiverso e autóctone que acede extensas áreas de sombra, sobretudo pela presença de um maciço de choupos” é “relevante para a utilidade funcional do Parque, a par do “elemento água presente no curso do ribeiro, na bacia de retenção acomodada naturalmente a noroeste do Parque e nas valas e charcas que complementam a rede”. São sistemas ecológicos que autarquia entende que “contribuem sobremaneira para o conforto climático e para a subsistência de diversos ecossistemas, dotando a paisagem de uma natureza quase selvagem, resiliente aos programas de lazer e desportivos que se realizam ao redor”.

Partindo do princípio que “todas estas características, tão próprias do lugar, promovem a complexidade da matriz onde se implanta o Parque”, o Município de Pombal considera de extrema importância “a leitura das suas componentes, uma a uma e depois em coordenação”, a par da exploração das múltiplas valências do espaço, “restabelecendo um diálogo estruturado entre anteriores e novos elementos e programas funcionais”.

A autarquia defende que a abordagem à área de intervenção deverá ser alicerçada num projeto multifuncional, com soluções adequadas a cada ponto estrutural já constante do local a intervencionar, designadamente o espaço verde de utilização pública sustentável, o espaço de acolhimento de atividades de lazer e de recreio, o espaço para práticas desportivas, a articulação dos circuitos pedonais, a estrutura verde arbórea, a infraestrutura hídrica, as estruturas edificadas preexistentes, o mobiliário e os equipamentos; a bolsa de estacionamento, os acessos rodoviários e pedonais e a paisagem envolvente.

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