Funcionamento dos serviços de saúde no concelho preocupa Assembleia Municipal

Por: Marta Botas
06-10-2020


Vários problemas relacionados com o funcionamento e a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários no concelho de Pombal foram mencionados durante a última Assembleia Municipal de Pombal, que se realizou no passado dia 30 de setembro, com as opiniões dos intervenientes a convergir quanto à existência de um problema ao nível da gestão de recursos humanos na área da saúde, que compete à tutela resolver.

Daniel Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Vermoil, levantou várias questões relacionadas com o funcionamento e com a capacidade de resposta que carateriza os serviços de saúde no concelho de Pombal e chamou a atenção para o problema que é a falta de profissionais nos polos de saúde, uma situação, que no seu entender, se estende a “quase todas as freguesias” do concelho.

“Vermoil está sem enfermeira praticamente desde julho, a médica neste momento também está de baixa. Não há substituições previstas”, lamentou o presidente da Junta de Vermoil.

Já Humberto Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Almagreira, pediu “para abrir as consultas presenciais” no centro de saúde de Almagreira, onde “as pessoas são atendidas à segunda-feira à tarde, numa janela, pelo administrativo”.

“Não é digno que uma pessoa tenha esse tipo de atendimento num centro de saúde”, frisou o autarca.

A vereadora Elisabete Alves acrescentou que “O PS tem conhecimento de que foram já dadas instruções pela ARS (…) de retoma da carteira básica de serviços, incluindo consultas presenciais e acesso ao interior dos estabelecimentos de saúde”, dando continuidade aos cuidados de saúde primários, o que não “não está a ser cumprido em algumas extensões de saúde e centros de saúde”.

Destacando que “milhões de consultas não foram realizadas no Serviço Nacional de Saúde este ano”, Diogo Mateus frisou “o esforço gigantesco que os serviços de urgência estão a ter porque não há resposta nos cuidados de saúde primários”, o que, no seu entender, representa “um risco acrescido em todo o nosso sistema de saúde”.

O presidente da Câmara Municipal de Pombal salientou mesmo que não há “recursos, investimento, contratações e planeamento” e que as autarquias estão a tentar suprir um conjunto de necessidades “fora da sua esfera”, que competem a entidades que estão bem identificadas, nomeadamente a ARS e a ACES Pinhal Litoral.

Já o deputado João Coucelo adiantou que “quem gere tem de se preocupar em ver se aquilo que determina é cumprido e cabe à presidente da ARS determinar o que deve ser feito e à presidente ou dirigente do ACES Pinhal Litoral verificar do cumprimento das instruções superiores.

O deputado salientou ainda que “a Câmara Municipal de Pombal fez mais do que a sua obrigação”.

Já durante o decorrer da Assembleia Municipal, o PS de Pombal emitiu um comunicado nas redes sociais, no qual reclama “serviços de saúde para a população de Pombal” e adianta que “o PS de Pombal tem estado em contactos diretos com as entidades de saúde do nosso concelho para a compreensão das dificuldades e a construção de soluções, neste momento urgentes, para retomar o normal acesso da comunidade aos cuidados de saúde primários”.

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