Pombal investirá 454 mil euros na defesa da floresta em 2020

Por: Marta Botas
29-05-2020


O Município de Pombal fez saber que fará este ano um investimento de 454 mil euros na defesa da floresta. O valor será dividido pelas operações de beneficiação de caminhos florestais, de execução de faixas de gestão de combustível, de beneficiação de pontos de água e de limpezas em propriedades municipais, entre outros.

Segundo a autarquia, este investimento demonstrará a prioridade que o Município tem dado à defesa da floresta e à sua valorização ambiental, económica, social e cultural.

Numa nota enviada a PombalTV, a Câmara Municipal de Pombal recorda os 1.578.551,63 euros “investidos nos últimos anos na defesa florestal”, entre outras iniciativas desenvolvidas com vista à exploração e promoção do potencial florestal do concelho.

“No presente ano, serão executados 278,9 hectares de Faixas de Gestão de Combustível nos 10 metros paralelos à rede viária municipal”, prossegue a nota, que destaca intervenções na Rede Viária Florestal Municipal em todas as freguesias, a gestão de combustíveis em 50 hectares de propriedades florestais municipais e edifícios inseridos em espaço rural, a beneficiação de 29 dos 42 pontos de água existentes e a criação de um novo ponto de água na Pipa, na freguesia de Vila Cã.

No que diz respeito aos meios, o Município de Pombal salienta que “os Bombeiros Voluntários de Pombal dispõem de um efetivo de 170 bombeiros, apoiados por 40 viaturas afetas ao combate a incêndios rurais”, aos quais acrescem “cerca de 190 elementos que integram as 13 Unidades Locais de Proteção Civil” e 5 equipas de sapadores florestais, além de um helicóptero médio que estará estacionado no Centro de Meios Aéreos de 15 de maio a 15 de outubro.

O Presidente da Câmara Municipal de Pombal, citado na nota, afirma que “Pombal tem uma forte ligação com a floresta”, que considera ser “uma das mais importantes riquezas” do concelho.

“Segundo a informação do Plano Diretor Municipal, aprovado em 2014, a floresta ocupa 62% da área do nosso território”, sublinha Diogo Mateus, lembrando que “já neste mandato, aprovámos o Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, que inclui a previsão e a programação integrada das intervenções das diferentes entidades envolvidas perante a eventual ocorrência de incêndios” e que “este Plano define um vasto conjunto de regras e meios para a gestão do espaço florestal, regendo também o seu enquadramento com o espaço urbano”.

 

Foi aprovado no passado dia 29 de abril o Plano Operacional Municipal, que concretiza os meios e equipamentos a utilizar na operacionalização do dispositivo municipal de combate a incêndios.

“De há vários anos a esta parte que a política do Município para a floresta vai muito para além da prevenção de incêndios”, refere o autarca, salientando que “foi este o racional que nos levou a contratualizar com o Instituto Politécnico de Leiria a realização do diagnóstico da oportunidade de criação da Escola Superior de Ciências Agroindustriais e Florestais de Pombal. Acreditamos que a formação de técnicos que possam explorar o potencial económico da nossa floresta é essencial para garantir que esta é preservada, valorizada e protegida.”

Além dos investimentos na defesa da floresta, a Câmara Municipal de Pombal tem vindo a tomar diversas medidas ao nível fiscal e de ordenamento do território, nomeadamente o agravamento de IMI rústico para prédios em situação de abandono; a admissão de ações de reflorestação com recurso a espécies de rápido crescimento apenas em áreas classificadas como Espaço Florestal de Produção; a opção privilegiada por espécies autóctones nas áreas classificadas como de uso múltiplo agrícola e a implementação de compasso de instalação; a criação de áreas de interface urbano/rural; a criação de corredores ecológicos de conetividade nos quais é interdita a plantação de espécies de rápido crescimento, devendo privilegiar-se a plantação de espécies folhosas autóctones de baixa combustibilidade, para constituir faixas de descontinuidade que dificultem a propagação de incêndios; e a implementação de um regime de edificabilidade ajustado aos usos compatíveis com as várias classes de espaço integradas em solo rural.

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