Concelhia do PS acusa poder autárquico de estar "esgotado" e "vazio de ideias e de compromissos"

Por: Patrícia Ribeiro
14-05-2020


O actual contexto político governativo que se vive em Pombal, marcado por alguns conflitos e desentendimentos no seio do Partido Social-Democrata (PSD), que levaram, inclusivamente, Diogo Mateus a ameaçar demitir-se do cargo de presidente da Câmara Municipal, está a dar que falar e a causar reações adversas na comunidade. Em particular, entre os elementos da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista (PS), que se mostram preocupados com os "prejuízos" e "efeitos colaterais" que estas "guerrilhas internas" do PSD poderão causar no desenvolvimento do concelho e qualidade de vida dos pombalenses. "Estas guerrilhas internas do PSD não nos diriam respeito se não fossem os efeitos colaterais, para os pombalenses e para o concelho", explicaram os socialistas, numa nota enviada à Pombal TV, na qual fazem duras críticas à forma como Diogo Mateus tem estado a governar o concelho, agindo "como se fosse dono de um poder absoluto, que nada, nem ninguém poderá deter", afirmaram, dando exemplos muito concretos desse "espírito de tudo poder".

Desde logo, o facto de ter decidido tirar um curso, em Lisboa, "para seu enriquecimento pessoal e exclusivo", disponibilizando "mais de metade da semana útil de trabalho nessa tarefa, e utilizando a viatura da Câmara nessas deslocações". A mesma viatura que acusam de ter usado para se deslocar de férias para o Algarve.

Outra das suas atitudes que reprovam é a retirada de pelouros aos vereadores Pedro Brilhante e Ana Gonçalves, esta última em pleno estado de emergência nacional, sem, primeiro, ter falado com os visados ou, sequer, ouvido o partido. E se, no primeiro caso, os socialistas afirmam que não são conhecidas "razões objectivas" para essa sua decisão, no caso de Ana Gonçalves, consideram ter sido ainda mais grave, envolvendo "acusações de quebras de lealdade, forçadas e extemporâneas, escondendo de todos os reais motivos, que na verdade todos conhecem".

Mais recentemente, criticam também Diogo Mateus por ter aprovado o projecto de requalificação do Jardim da Várzea, sem, sequer, o ter colocado à discussão pública, faltando, a seu ver, ao compromisso que assumira.

"Pelo meio, o vereador Pedro Brilhante, despeitado, passou a expor publicamente, nas várias reuniões de câmara, as fragilidades do seu companheiro de partido Diogo Mateus, com acusações relacionadas com a utilização da viatura da câmara. O ataque era feroz, com ultimatos para a entrega de documentação diversa", acrescentou a Concelhia do PS, presidida por Odete Alves, não escondendo o espanto face à repentina e "radical" mudança de atitude de Diogo Mateus e dos vereadores 'dispensados' , que, na última reunião de câmara, deram lugar a um "ambiente de paz e tranquilidade", ainda que, no entender dos socialistas, "se perceba não ser verdadeiro e residir num qualquer pacto de não agressão". Uma inversão de comportamentos que acreditam estar relacionada com o desfecho da última reunião da Comissão Política Concelhia do PSD, realizada no passado dia 5 de maio. Reunião que Diogo Mateus terá abandonado, após uma acalorada discussão que terá envolvido, também, o vereador Pedro Brilhante, ameaçando demitir-se da liderança da autarquia.

"Perante todos estes episódios, verificou-se um silêncio absoluto por parte do PSD de Pombal, concluindo-se, portanto, que mantém a confiança política no presidente da Câmara, seguindo a velha máxima de que 'quem cala, consente'”, afirmaram os socialistas, criticando o PSD de "hibernar e fechar os olhos a tudo isto e às suas consequências", com o único intuito de "manter o poder". "O presidente da Câmara enfrenta uma solidão governativa, governa de forma reactiva e hesitante, suspende obras e projectos, incumpre os compromissos eleitorais que o seu partido assumiu aquando das eleições autárquicas. Tudo com prejuízo para o desenvolvimento do concelho e qualidade de vida dos pombalenses", reiteraram, considerando que este "poder pelo poder", com mais de 26 anos de existência, está "esgotado" e "vazio de ideias e de compromissos".

Perante este conturbado contexto político governativo que se vive actualmente em Pombal, os socialistas comprometem-se a "apurar a verdade e as eventuais responsabilidades" e a "devolver Pombal aos pombalenses".

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