Misericórdia da Redinha homenageou colaboradoras da instituição
Trabalhar com idosos, alguns deles com grandes dependências físicas (mas não só!), por si só, já é um trabalho bastante exigente, que se torna ainda mais complexo em tempos de pandemia e de confinamento social, obrigando a uma entrega, dedicação e profissionalismo ainda maiores por parte de quem, diariamente, exerce essa actividade.
Foi, pois, com o objectivo de reconhecer, publicamente, o seu trabalho, esforço e dedicação em prol dos mais vulneráveis, que a Santa Casa da Misericórdia da Redinha decidiu homenagear, no passado dia 27 de abril, e mantendo as normas de distanciamento social e precauções recomendadas pela DGS, as cerca de 20 funcionárias que, atualmente, se encontram ao serviço da instituição, oferecendo uma flor a cada uma delas, em sinal de gratidão. "Esta ideia já tinha algum tempo, mas, face às medidas de confinamento social exigidas, havia sempre algum receio de nos juntarmos. Acabou por correr tudo bem", afirmou, em declarações à Pombal TV, o provedor da instituição, Mário Sacramento, justificando o motivo desta simples, mas tão simbólica homenagem. "Neste momento, em particular, estas profissionais estão a passar por uma pressão bastante grande, não só pelo trabalho em si, mas, sobretudo, pela forma como o estão a exercer, com todas as limitações e exigências que lhes são impostas e que lhes dificultam imenso a atividade e o contacto com os nossos idosos, que são pessoas que vivem muito dos afectos. Por isso, o nosso objetivo foi prestar-lhes o nosso reconhecimento, dizer-lhes que estamos solidários com o trabalho meritório que exercem, transmitir-lhes a nossa força, coragem e incentivo e dar-lhes todo o nosso apoio para que continuem a fazer o melhor que sabem e podem em prol dos idosos da nossa freguesia", disse-nos.
Presentes na cerimónia, e para além dos membros da Irmandade, que se apresentaram vestidos a rigor, estiveram também alguns elementos da comunidade, bem como o presidente da autarquia local, Paulo Duarte, que, na sua curta intervenção, também endereçou algumas palavras de apreço e de alento às colaboradoras da Santa Casa da Misericórdia da Redinha. Instituição que presta apoio a 53 utentes: 25 na valência de Centro de Dia e 28 em serviço de apoio domiciliário, todos, atualmente, a receber apoio nas suas próprias habitações. "A pandemia obrigou-nos a fazer alguns ajustes e reajustes para proteger os nossos utentes, sendo-lhes, neste momento, asseguradas apenas as necessidades mais básicas", afirmou Mário Sacramento, que aproveitou a oportunidade não só para agradecer o apoio que a instituição tem recebido das mais variadas entidades públicas e de alguns beneméritos, mas também para reclamar mais apoio por parte de quem governa o país. "Quando isto acabar, que o Governo olhe para estas IPSS's com outro olhar e que veja o quanto estão a ser mal pagas. Praticamente, vivem dos seus rendimentos e de um ou outro apoio que lhes vai chegando, mas que não chega para fazer face a todas as despesas. É, pois, muito difícil retribuir, com a devida justiça, o trabalho das nossas funcionárias, elas que dão um contributo enormíssimo a cuidar de quem já cuidou de nós e que mereciam ganhar muito mais. Temos essa consciência há muitos anos! Que o Governo seja sensível a essa realidade", rematou.
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