Covid-19: Município de Pombal cria plano de retaguarda para salvaguardar utentes de lares e IPSS's
Para evitar situações como a que se passou, recentemente, no lar de idosos da Cumieira, em que, face à existência de alguns utentes não infectados com Covid-19, teve que ser improvisado, 'em cima do joelho' e com as dificuldades inerentes, um novo espaço para os acolher, que o Município de Pombal decidiu implementar, no concelho, um plano de retaguarda para salvaguardar os utentes dos lares privados e instituições particulares de solidariedade social (IPSS), em caso de uma eventual evacuação das instituições onde se encontrem alojados.
O referido plano foi apresentado em conferência de imprensa, realizada na passada quarta-feira (dia 8), pelo presidente da Câmara Municipal, Diogo Mateus, que referiu ter já identificados, numa 1ª fase, sete equipamentos de apoio e confinamento, a funcionar em várias freguesias do concelho, numa capacidade inicial de alojamento para 120 camas, podendo, numa fase posterior, chegar às 180. A saber: Associação Centro Social de São Pedro - creche 'O Pedrinho' (Albergaria dos Doze), Centro Social Maris Stella (Guia), Salão Polivalente de Almagreira, Centro Social do Carriço, Associação Filarmónica Artística Pombalense (Pombal), APRAP (Pombal) e Casa da Criança (Pombal). Equipamentos localizados, estrategicamente, nas proximidades dos lares, a fim de "não afastar as pessoas dos seus territórios de origem", e que irão ser geridos por um conjunto de IPSS's, também já identificadas e com uma "estrutura funcional devidamente organizada", de forma a que o acompanhamento a esses idosos com necessidade de confinamento continue a ser feito, sempre que possível, pelos profissionais das instituições que diariamente lhes garantem os cuidados necessários ao seu bem-estar, seja em termos de alimentação, higiene pessoal, cumprimento dos planos médicos, etc, procurando manter a "personalização" a que estão habituados. "Vamos tentar garantir esses níveis de personalização, de cuidados de proximidade (...), não quebrando o vínculo com a instalação de origem, seja IPSS ou lar privado", afirmou o presidente da edilidade que, para o efeito, teve que adquirir novos colchões e estrados, tendo alguns também sido cedidos por unidades hoteleiras, conforme fez saber. "Não se tratam de camas militares, porque achámos que para os idosos tem que haver outro tipo de conforto e de condições", disse.
Foi também a pensar nessas condições de conforto, necessárias ao bem-estar dos idosos, que a autarquia optoupela criação daquela rede de equipamentos e não por equipar pavilhões desportivos, onde "as condições de recato e isolamento seriam bastante mais devassadas", na medida em que "seriam inadequadas do ponto de vista da temperatura, da reserva de intimidade e da própria proximidade funcional", reconheceu o autarca.
Apesar destes espaços ainda carecerem da devida vistoria por parte da Segurança Social, a fim de avaliar, entre outras coisas, a sua capacidade de lotação, Diogo Mateus referiu que os mesmos estão aptos para começar a funcionar no imediato, caso exista essa necessidade. "Se for preciso estarem operacionais hoje à noite, estarão. O nível de prontidão é imediato no nosso território", garantiu, realçando que as 180 camas de retaguarda existentes só serão montadas "na justa medida em que o problema se coloque". "Ou seja, neste momento, temos definidos e disponíveis os espaços, a metodologia e a instituição de suporte. Não precisamos de montar já tudo, porque podem não vir a ser precisas, mas, se for necessário, teremos capacidade operacional para fazermos esse acolhimento no imediato e da melhor forma possível", rematou.
Aos jornalistas, alguns a participar através de videoconferência, deu também conta da implementação, no pavilhão gimnodesportivo da Escola Básica Marquês de Pombal, de um plano de retaguarda ao Hospital Distrital de Pombal. Ou seja, uma estrutura de apoio capaz de, "num cenário de elevada pressão sobre o hospital local", dotar um espaço que possa funcionar como hospital de campanha, com capacidade prevista para 20 hospitalizações. Tendo, ainda, sido criada uma equipa multidisciplinar no seio do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES), constituída por médica, enfermeira e assistente social, para avaliação clínica dos idosos residentes nos lares privados e IPSS's do concelho, cujo total é de 1.156, atualmente.
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