Junta de Pombal: Orçamento para 2018 é dedicado às áreas sociais

Por: PombalTV
27-12-2017


Já a pensar em 2018, a Assembleia de Freguesia de Pombal aprovou por maioria o Orçamento para o próximo ano. Nestes documentos, apresentados a 14 de Dezembro, “é clara a aposta nas áreas sociais” a que destinam mais de dois terços das verbas orçamentais, “assumindo nestes documentos que a missão da Junta de Freguesia consiste em contribuir para a promoção do bem-estar e felicidades das pessoas que escolhem a Freguesia de Pombal para viver ou trabalhar”, refere em comunicado.

A Junta de Freguesia de Pombal “continuará a assumir a educação como uma prioridade”, com “a certeza que é na educação que damos o impulso necessário para formarmos melhores cidadãos e promovermos uma verdadeira igualdade de oportunidades”.

Outra das áreas onde a “aposta é mais significativa”, é a cultura, “uma vez que a Junta considera que a riqueza e a diversidade da rede de agentes culturais que existe na nossa comunidade, nos impele a valorizar cada vez mais o trabalho que aqui é feito e que assume destaque positivo enquanto fator distintivo do nosso território”.

Na área do desporto, saúde e bem-estar “existe o compromisso de promover a adopção de hábitos de vida saudáveis”, onde se pretende incentivar a prática desportiva e o lazer. Assim, ”a Junta de Freguesia de Pombal assume o incentivo à prática desportiva como uma das suas áreas de ação principais”, e que passa por apoiar” as atividades desenvolvida pelos agentes desportivos da nossa Freguesia”, no entanto a autarquia mostra-se “disponível parar abraçar novos projectos”.

Na área da solidariedade social, “as inovações são muitas” e dão o primeiro passo com a formalização da Comissão Social de Freguesia no inicio de 2018. A partir dessa data “serão desenvolvidos vários projetos sociais em cooperação com os nossos parceiros”, assumindo os idosos e as crianças como os público-alvo das principais das suas actividades.

 

Deputados socialistas votam contra e pedem “criatividade”

Foi durante a Assembleia de Freguesia, que se realizou a 14 de Dezembro, que os deputados socialistas deram a conhecer as suas preocupações “em relação a ao enquadramento da segurança das instalações escolares na Freguesia de Pombal, nomeadamente, em relação à existência de avaliações de riscos e enquadramento do regulamento de segurança contra incêndios em edifícios”, admitem em comunicado.

O líder da bancada socialista, Aníbal Cardona, aproveitou a ocasião para fazer referência ao facto do “transporte público representar um fator de integração e qualidade de vida”, considerando “premente o alargamento da rede Pombus”. Para isso, o deputado socialista propôs ao Executivo que interceda junto da Câmara Municipal de Pombal para que “seja criado um Centro de Custos da Mobilidade”, fazendo migrar as receitas do estacionamento para esse centro de custos, permitindo “um investimento anual de cerca de 200 000 euros”, que poderá ser utilizado no alargamento da rede.

Aníbal Cardona fez ainda uma referencia à “necessidade de se encontrar com urgência uma solução para os atravessamentos do IC2”, nomeadamente, entre a Rua de Leiria e a Rua do Seixo. Sublinhando que “não deveremos estar à espera que sejam as Infraestruturas de Portugal a apresentar uma solução, uma vez que a questão extrapola a questão da segurança do atravessamento”. Na sua perspetiva, “é necessário que a solução produza um efeito de continuidade territorial”, abrindo a porta à qualificação desse território fortemente desqualificado.

No que diz respeito ao Orçamento previsto para 2018, Aníbal Cardona destaca a “falta de criatividade do documento”, no que diz respeito à geração de receita, a sua excessiva exposição às transferências do município e o facto de mais de 50% do orçamento ser canalizado para o pagamento de recursos humanos.

Jorge Ferreira, do Partido Socialista, manifestou “dúvidas em relação aos critérios que estiveram subjacentes ao aumento de dotação das rúbricas relativas à representação dos serviços”, publicidade, “diversos trabalhos especializados e o aumento substancial dos custos com pessoal”. Razões que levaram os deputados socialistas a votar contra o Orçamento para o próximo ano.

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